Última actualização: 13 May 2016.
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23-11-2017
Director: Filomena Marta
Periodicidade: Semanal

México: cães de rua foram a velório

 

 

Protectora mexicana velada pelos seus protegidos

por Filomena Marta

Diz quem viu que os cães acompanharam a procissão fúnebre, entraram no velório e deitaram-se ao pé do caixão da sua protectora. As fotografias foram colocadas no Facebook e em pouco tempo a notícia tornou-se viral.

Mais do que um exemplo de fidelidade canina, este caso demonstra a percepção que os animais têm, todos os animais, do mundo ao seu redor. A senciência dos animais não é um mito e foi já admitida por cientistas de diversas áreas.

 

O Manifesto de Cambridge, assinado por diversos especialistas, reconhece que todos os mamíferos e aves têm percepção da vida e da morte, do sofrimento, da alegria e da tristeza. Ou seja, os animais sentem e sofrem, como nós, os humanos. Também nós somos animais, autoproclamados racionais, mas no final somos mamíferos cuja grande diferença reside na nossa capacidade de interferir e alterar o nosso habitat e, infelizmente, o de todas as espécies que habitam o planeta. Infelizmente, porque essa interferência é geralmente maléfica e negativa para os outros animais.

Margarita Suárez faleceu no passado dia 15 de Março, em Cuernavaca, no México, longe da sua casa, onde era protectora de animais. Alimentava vinte gatos que todos os dias iam a sua casa comer. Patrícia Urrutia, a filha, disse em entrevista ao Norte Digital que cada vez que a mãe via um cão na rua “isso significava regressar a casa para dar-lhe comida”.


Durante a sua vida, Margarita era conhecida pela sua bondade com todos os animais e todas as manhãs alimentava os gatos e os cães que se juntavam em sua casa. Mais ainda, Margarita saía sempre com um saco de comida, para poder sossegar um pouco a fome dos animais que fosse encontrando no seu caminho.

 

O caso torna-se ainda mais extraordinário na medida em que Margarita não morreu na localidade onde vivia e onde protegia os animais. Vivia com a filha Patrícia em Mérida, no Iucatão, mas por razões de saúde tinha ido para casa da outra filha em Cuernavaca, onde dez dias depois viria a morrer.

Na madrugada de 15 de Março os cães chegaram à funerária onde se encontrava o corpo de Margarita, para se despedirem da mulher que amava os animais, que os tinha protegido e alimentado. “Quando o cortejo fúnebre chegou, atrás vinham os cães”, explicou Patrícia Urrutia, comovida. O cunhado de Patrícia ainda perguntou se os cães eram da zona, mas disseram que nunca os tinham visto.

Eram três da manhã. Os cães sentaram-se na funerária enquanto preparavam o corpo de Margarita, cumprimentando as pessoas que estavam presentes. Quando trouxeram o corpo, “os cães levantaram-se como se estivessem numa festa”, contou Urrutia.

 

Os animais voltaram a deitar-se, e ali ficaram até de manhã. Nessa altura, todos os cães saíram menos um, que permaneceu deitado no corredor. Uma hora mais tarde todos os cães regressaram.

Patrícia, que vê nestes cães verdadeiros anjos, explicou que vinte minutos antes de o corpo ser levado para a cremação “todos os cães partiram como tinham chegado, com uma festa. No meio da dor eles brincavam com alegria, foi uma coisa maravilhosa”.

A filha de Margarita classifica esta comovente situação como maravilhosa e inexplicável. Porém, outra coisa inexplicável aconteceu às três e meia da manhã, quando um pequeno pássaro entrou no velório, voou pela sala e cantou. A estranha presença do pequeno pássaro dentro de uma sala e a meio da noite foi captada em vídeo.

Dizem que os protectores de animais têm um lugar especial no Céu, mas neste caso ficou a certeza de que para os seus protegidos também têm um lugar especial na Terra.

Fontes: Daily Mail, The Mirror, Misione Online, ABC
Fotos: Facebook

 

 

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